Oeste 19 Out. 06 - Quinzena nº 23

Pera Rocha do Oeste a bordo do Navio de Treino de Mar Creoula


De 05 a 12 de Outubro, a Pera Rocha do Oeste marcou presença no Navio de Treino de Mar, Creoula, da Marinha de Guerra Portuguesa.
Numa iniciativa da Associação LeaderOeste, e com o apoio da ANP – Associação Nacional de Produtores de Pera Rocha, APMA – Associação dos Produtores de Maçã de Alcobaça e da Região de Turismo do Oeste, 49 “Instruendos” oriundos dos mais variados pontos do Oeste e do país partiram numa aventura com destino a Cádiz.



Os técnicos da ANP (Ricardo Silva e Sandra Geada) embarcaram como instruendos e participaram, durante uma semana, em todas as actividades realizadas no navio. Foi da responsabilidade da ANP as sobremesas à base de pera rocha, o licor servido depois de uma sardinhada e também as mais de 500 peras rocha comidas a bordo.

Foi também içada a bandeira da Rocha do Oeste, elaborada propositadamente para o efeito.
Em Cádiz, com o navio atracado, foi organizada uma mostra gastronómica a bordo. Para além da Pera Rocha do Oeste, foram servidos doces, licores, queijos, fruta, bolos e vinhos de toda a Região Oeste.
A todos os 49 instruendos (21 do sexo feminino e 28 do sexo masculino) foi oferecida uma t-shirt da Rocha do Oeste DOP. O Creoula ficou completamente pintado de cor de laranja. Todos entraram no espírito da alimentação e vida saudável!

 

Para visualizar fotos, textos e saborear um pouco desta viagem clique em:
Blog - http://creoula.blogspot.com/ Edgar Libório - http://liborio.co.pt/index.php?list=43 Ricardo Silva - http://www.djpop.biz/creoula/


Produções de Pera Rocha

A ANP, no sentido de obter informações que permitam aos seus associados e a todos os produtores de Pera Rocha, ter indicações das produções anuais, efectua anualmente a avaliação das quantidades conservadas em frio, nas centrais fruteiras dos seus 21 associados com central.
Comparando a produção organizada e a produção dispersa nas últimas quatro campanhas, pode-se constatar que a produção dispersa representa cerca 48% da produção total e a produção organizada cerca de 52%.
Relativamente à campanha de 2006/2007, estima-se uma produção não inferior a 160 mil toneladas.
Conforme o gráfico, e relacionando com as últimas quatro campanhas, trata-se de um ano superior à campanha anterior, mas de quantidade inferior à maior campanha - a de 2004/2005.
Em termos de calibres, trata-se de um ano com calibres superiores aos tamanhos habituais para a pera rocha.

 
Quanto à qualidade da pera e ao nível de brix, trata-se de um ano com excelente qualidade.
Relativamente às produções dos sócios com central fruteira e com base nos dados recolhidos, foi feita uma média dos últimos 4 anos, onde se pode analisar a sua distribuição por concelho.
Com base na análise ao gráfico, pode-se verificar que o concelho do Cadaval é sem dúvida o mais significativo em termos de produção, representando 37% da produção, seguido pelos concelhos do Bombarral e Torres Vedras, com a mesma percentagem, 18%.
Os concelhos de Alcobaça e Porto Mós representam 10% e Óbidos 9%. No entanto, o concelho de Óbidos tem menos centrais fruteiras, considerando tal facto, o concelho de Óbidos tem mais peso em termos de produção, que o concelho de Alcobaça e Porto Mós juntos. Mafra representa 6% da produção e Caldas da Rainha apenas 2%, sendo o concelho com menos centrais fruteiras.

Aproveitamos a oportunidade, para agradecer as respostas de todos os nossos associados.


Os calibres das últimas três campanhas

A ANP lançou um  desafio aos seus associados, para caracterizar a produção anual de pera 'Rocha' no aspecto do calibre, de forma a conhecê-la melhor.
Assim, solicitámos, às  centrais  fruteiras associadas,  os dados sobre  os calibres referentes às colheitas de 2003 a 2005.   De 21 contactados, 17 forneceram-nos os referidos valores.
A distribuição é apresentada em percentagem segundo as seguintes classes: calibres abaixo de 60 mm, 60-65 e acima dos 65 mm.
Conforme se pode  observar no gráfico,  a produção com calibre 60-65 não apresentou grandes oscilações de campanha para campanha, sendo o principal calibre e o mais constante. 
A classe de calibre abaixo de  60  mm  aumentou ao longo destes três anos,  chegando a representar no ultimo ano quase metade da produção. Acima dos 65  mm, a produção tem diminuído ao longo deste período.
Dados desta campanha de 2006, ainda parciais,  permitem-nos referir que  esta  última  colheita  apresenta características



muito diferentes das anteriores, sendo de realçar os frutos de maior tamanho e uma distribuição pelas classes de calibre completamente diferente do que estamos habituados a obter .
Estes resultados reflectem as condições meteorológicas de cada um dos anos, nomeadamente precipitação e temperatura, e como depende deles a nossa produção.

Pera Rocha do Oeste no Dia Internacional do Idoso

Porque comer fruta faz bem e faz bem em qualquer idade, a ANP comemorou, dia 11 de Outubro, o Dia Internacional do Idoso, na Expoeste em Caldas da Rainha. A todos os presentes, foi oferecida Pera Rocha do Oeste.

Análise do Conselho da Pera Rocha
Proposta de Preços

Condições tipo do produto

Os valores, que a ANP fornece regularmente, referem-se a Peras Rocha em bruto, apenas calibradas.

 
Valores mínimos aconselhados para a comercialização para a segunda quinzena de Outubro:
Calibre
55/60
60/65
65/70
70/75
Preço (€/Kg)
0,36
0,47
0,59
0,74

Barómetro do Comportamento do Mercado Nacional de Pera Rocha

Todas as quinzenas solicitamos às 21 centrais fruteiras associadas da ANP uma nota de 0 a 20 ao comportamento do mercado.
A nota atribuída é ao comportamento do mercado verificado desde 1 de Agosto até 15 de Outubro.
Os conselheiros também atribuem uma nota quanto à expectativa de comportamento do mercado para a Quinzena seguinte (16 a 31 de Outubro).
O InfoRocha apresenta a nota global do Conselho da Pera Rocha (nota média) e não a nota de cada um dos elementos do Conselho.
A nota atribuída ao Comportamento do Mercado Nacional de Pera Rocha, pelo Conselho da Pera Rocha para a 1 ª Quinzena de Outubro é de:

12

A expectativa de Comportamento de Mercado para o próximo período - 2 ª Quinzena de Outubro é de:
13

 

Apresentamos o quadro com a evolução do Comportamento do Mercado Nacional de Pera Rocha desde 1 de Agosto.
Nota: Na apreciação de comportamento geral do mercado, cada elemento do Conselho da Pera Rocha teve em conta os seguintes parâmetros:
i)
quantidades vendidas; ii) preços praticados; iii) transparência de mercado; iv) outros factores de possível influência sobre o mercado (ameaçadores e/ou potenciadores).



Espaço de Opinião

Como descreve o actual comportamento de mercado da Pera Rocha? (quantidades, preços e transparências)
Questões
Como compara o mercado deste ano, com o do ano anterior? (factores potenciadores e ameaças)
O comportamento de mercado no que respeita a quantidades, penso que está a existir uma procura normal para o período em causa, no que respeita aos preços penso que estão um pouco baixos, no que respeita à transparência penso que tem melhorado, mas ainda continua em baixo.

Luís Aniceto
Frutoeste
O mercado deste ano terá como factor potenciador uma grande quantidade de produto que poderá considerar-se um bom “cartão de visita”, visto que aparentemente será de boa qualidade, isto é um bom aspecto visual sobretudo no que respeita ao tamanho (calibre), como factor(es) que se possam considerar ameaça temos uma grande quantidade de produto perecível e por o ser, necessitar de ser comercializado em período limitado, o que torna difícil que futuramente o preço evolua positivamente.
O mercado da pera rocha está a fluir em termos de vendas com naturalidade, principalmente na exportação, mas sofrendo um forte impacto da pressão dos operadores que têm necessidade de vender rápidamente. Esta pressão vendedora tem condicionado os preços de venda em todos os cliente e decerto não favorece o sector. Esta situação só é entendível se a pera rocha estiver com problemas de conservação ou se as centrais efectivamente receberam quantidades de fruta muito acima das possibilidades de venda nos seus mercados.


Manuel Évora
Luís Vicente

Em relação ao ano anterior, julgo que a pressão de venda nos mercados é maior, embora estejamos perante um fenómeno de compra de pera na Europa que tem permitido um escoamento regular tendo em conta a grande produção que efectivamente se verificou este ano.
O mercado da pera rocha reflete mais uma vez a falta de organização que existe nos operadores, não existem estratégias concertadas entre os vários sectores da fileira, o que faz com que a pera rocha seja um produto, em que a relação entre a oferta e a procura seja determinante.


Augusto Barardo
Quinta do Pizão

O mercado deste ano não tem muitas diferenças relativamente ao anterior, devido aos factores que já referi anteriormente, continuam-se a praticar preços abaixo do normal, dando uma imagem que a pera rocha e um produto com excesso de produção, e sem capacidade de escoamento, o que na minha opinião é errado.

Luís Trindade
Campotec


Não respondeu

Pedro Nuno
Coopval


Não respondeu

O comportamento do mercado está normal para a época. As vendas permitiram colocar no mercado as frutas com menor poder de conservação. Em relação aos preços nota-se uma evolução nos calibres pequenos, por serem escassos. Todavia para os calibres superiores, os valores estão relativamente mornos, para não dizer frios.
Em relação a transparências é nula.


João Miguel
Ecofrutas

O mercado é o mesmo e decerto que o gosto do consumidor está igual.  Este ano, por obra das chuvas de Agosto,  o produto está de acordo com as exigências do consumidor, ou seja, peras com bom calibre .  Portanto, seria de esperar um bom ano em relação aos preços médios.  No entanto a realidade actual, é que para estes calibres, o preço está 0,10€ mais baixo que o ano passado. Será que o consumidor não quer pagar o mesmo que a campanha passada? Possivelmente até está a pagar mais. Seria bom, reflectirmos todos sobre a "guerra" de preços em que todos estamos metidos, de modo a salvaguardar a nossa sobrevivência. Sinto cada ano que passa, maior pressão que os grupos da distribuição exercem sobre a produção, que ao manter-se desorganizada permite ser o "peão" das campanhas de charme que a distribuição utiliza sobre o outro "peão", que se chama consumidor. Por fim, com a exportação adesenrolar-se com a normalidade actual, não será de recear a actual campanha comercialização.

Penso que o mercado da pera rocha, se encontra actualmente com um bom nível de procura ainda que com preços abaixo do necessário, sendo estes mais acentuados nos calibres superiores.

Rui Santana
Cooperfrutas
Devido a uma menor produção de pêras e maças na Europa, penso estarem criadas as condições para que o mercado para a pera rocha inverta a tendência e entre rapidamente numa fase de evolução positiva.

Jogo da Pera Rocha do Oeste - A Exportação

Nesta quinzena damos início à 2º edição do jogo da Pera Rocha do Oeste - A Exportação.
As respostas correctas para a quinzena de 15 a 31 Outubro são: 3.662 toneladas exportadas, 1.182 para o mercado inglês, 945 para o Brasileiro e houve um mercado novo. O campeão da 1º edição continua a liderar.

3os
4os
4 pontos
3 pontos
2 pontos
0 pontos
José Canha
Pres. IDRHA
Rui Cordovil
ICEP
Adriana Campos
Eurofruit Magazine

Ana Margarida Oliveira
RFM
Nélia Silva
Revista FL&F
António Monteiro
ISA
António Rêgo
Dir. Draro
João Machado
Pres.CAP
José Burnay
Grão Mestre da Confraria
Luís Caiano
MADRP
Paulo Renato
Dir. APAS

 
ANP - Associação Nacional de Produtores de Pera Rocha